terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A verdade é que eu sou uma grande louca compulsiva por blogs.
Com esse eu acumulo o total de quatro.
Ter blog pessoal público é uma tarefa difícil pra quem costuma ser incompreendida na maioria das vezes que sai escrevendo o que quer e bem entende, aprendi isso com o último que foi aposentado. Cemitério de lembranças que não me envergonho (mas entendo que vocês sintam vergonha alheia lendo ele).
Eu tinha 13 anos quando o "Vida Inútil" surgiu, plagio de "Vida Futil" de um amigo meu... ele tava ali só pra eu poder contar meu dia e minhas novidades e naquela época não fazia muito sentido guardar pra mim as lembranças, não entendia porque elas não poderiam ser compartilhadas com o mundo. Passou um tempo até eu conseguir perceber o quão sonsa eu era por achar tudo uma grande desgraça (mas me perdoo, eu só tinha 13 anos e com essa idade tudo parece gigante mesmo), e o nome do blog mudou... mas não se anima, mudou pra "Sou o que sobrou", ironicamente eu já descobria que de fato eu ia virar o sobrou de tudo aquilo. O nome permaneceu até eu aposenta-lo, e quem é daquela época deve agradecer por eu ter parado de me depreciar e expor daquela forma. Apesar de já saber que compartilhar certos sentimentos não era assim tão necessário, gente demais já tinha o link e eu usava como forma de comunicação... Talvez uma lista de recados ou tentativa de solucionar problemas.
De toda forma, aprendi que eu sempre escrevi demais (não que eu também não tenha sempre falado demais). Aprendi a me policiar e quando minha vida mudou e eu sai do universo que eu vivia, eu precisava ser mais discreta com as minhas novidades, foi então que o "SÓ NA GALAXIA" surgiu, também é plagio (não me culpem, sou só um grande plagio de tudo que já vi por ai, além disso tenho blogs demais pra ser criativa e inventar nome pra todos sozinha). De inicio bloqueado, agora publicado ao mundo.
Vou me arrepender, certeza.
Mas, diante de todas as confusões que minhas palavras jogadas ao vento já causaram nesta minha vida, mantenho fixa a ideia de não sair falando qualquer coisa que me vier na cabeça e possa me causar problemas futuros, decidi que ter um bloco de notas publico e quem sabe até uma "lista de recado" novamente não seria má ideia.
Minha sorte talvez seja que eu escrevo muito e estamos em um tempo que vocês não tem mais paciência pra ler 10 parágrafos sobre coisas sórdidas.
Esse é meu jeito de escrever, de pensar e até de viver... eu saio jogando pensamentos e pode ser que no final não faça sentido nenhum mesmo, mas aqui na minha cabeça alguma coisa eu conclui.

Tem um milhão de temas sobre os quais eu gostaria de escrever agora, mas eu sempre saio do foco, eu tenho muitas ideias e vontades ao mesmo tempo e não consigo falar sobre nada, sempre o mesmo drama. Mas é porque no fundo, é tudo a mesma coisa, todos os assuntos da minha vida se cruzam, por mais opostos que eles pareçam.

Eu nunca fui sozinha, por mais que as vezes eu me sinta, eu sempre estive rodeada. Sempre vi a cor do mundo, mesmo quando eu achava que a vida tava preto e branca.
Não que as coisas estivessem ruins, elas estavam normais, eu havia me acostumado com aquilo, eu finalmente tinha aceitado algumas coisas, eu tinha entendido que a vida tava me tirando um pouco, mas que eu ia sobreviver.
Eu aprendi a somar.
Não que isso seja grande mérito, aprender a somar àquela altura do campeonato já não valia muito (pelo menos eu achava que não).
Mesmo entre sorrisos, eu acabava sentava na frente da sacada no escuro de madrugada, com um caderno na mão desenhando coisas aleatórias com a luz que vinha de lá de fora pelo vidro e pensando no porque tudo aquilo tinha acontecido de fato, qual o momento exato que as coisas tinham desandado ( falando da vida num geral ).
As luzes lá fora eram tantas, mas minha luz já não brilhava.

Foi aí que eu conheci ele, esse é papo pra outro dia, mas a luz agora brilha.

Não estou mais só na galaxia. (também)



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